Os ditos «benefícios» do tratado

O emprego e o rendimento:
Muitos órgãos da comunicação social têm exibido grandes manchetes sobre os supostos benefícios deste Tratado que se materializariam, dizem, no acréscimo dos números do emprego e na subida do rendimento disponível dos cidadãos (500€/ano por família).
Não se compreende que, se os benefícios fossem de facto tão grandes, as negociações decorram no mais absoluto secretismo.
Mesmo do estrito ponto de vista dos estudos defensores do Tratado, os citados benefícios só seriam eventualmente atingidos após um longo período de transição (entre 10 a 20 anos). Ora, bastaria dividir os números do emprego ou do rendimento esperado por esse número de anos, para vermos como é insignificante o aumento propalado. Isto para nem falar do facto de que esses benefícios atingiriam os países da UE de modo extremamente desigual.

Consequências sociais:
Por outro lado, a quase totalidade dos estudos ou ignora os prejuízos ou apenas lhes dedica uma atenção superficial. Sobretudo as consequências sociais são completamente deixadas de lado. Os ditos benefícios têm de facto um custo elevado. Compreende-se que tendo os normativos legais funções fundamentalmente de protecção da saúde pública, protecção ambiental, direitos dos consumidores e outras análogas, o seu desmantelamento terá as piores consequências para as sociedades envolvidas. Nenhum estudo equaciona estes problemas seriamente.

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