o TTIP e os serviços públicos

Toda a liberdade para os privados e todas as restrições para o sector público.

O Tratado Transatlântico integra-se no desenvolvimento das políticas neoliberais que visam entre outros aspectos, abrir todos os sectores públicos às actividades das empresas privadas, incluindo áreas vitais como a água e o saneamento, a recolha e o tratamento de residuos, a energia, a saúde e a educação.

Decorre neste momento no Reino Unido uma acesa polémica decorrente de as forças progressistas exigirem ao governo que estabeleça claramente normas impeditivas de o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ser privatizado. A Comissão Europeia (CE) está a fazer esforços no sentido de integrar toda a espécie de serviços, incluindo serviços financeiros, seguros e dados informáticos nas cláusulas do TTIP com vista à sua privatização total. Essa liberalização abrange não apenas as empresas, mas também concursos, aquisição de bens e serviços por parte do estado e das entidades públicas, sejam centrais regionais ou locais. Assim, as grandes multinacionais vão poder aceder livremente a todas as actividades até agora desempenhadas e/ou da responsabilidade do sector público.

Como se compreende, esta profunda alteração terá impacto evidente em custos acrescidos para o cidadão, não apenas em termos dos serviços em si como também a longo prazo, na degradação progressiva da sua qualidade, dado que o objectivo passará a ser, não a prestação de um serviço, mas a obtenção do maior lucro possível.

 +  Descarregar o flyer (A5 frente/verso):

Cores