No dia 17 de Abril deste ano, a Plataforma TROCA juntou-se a vários activistas do movimento Via Campesina num protesto em frente ao edifício da Comissão Europeia, em Bruxelas, em oposição ao acordo entre a União Europeia e os países fundadores do MERCOSUL.

O nosso entendimento era o de que a todos os problemas de conteúdo do acordo (consequências perversas para os agricultores, para o meio ambiente, para a saúde pública, para os direito humanos, entre outros) acrescia a questionável legitimidade democrática do actual governo brasileiro – o que, só por si, justificaria o adiamento da assinatura do acordo.

Nesse sentido, as mais recentes notícias trazem-nos alguma satisfação: as negociações deste acordo serão suspensas até ser conhecido o desfecho das eleições presidenciais no Brasil.

Isto significa, não só que o próximo governo brasileiro terá outra legitimidade democrática – seja para negociar ou rejeitar as negociações – como também a população brasileira terá oportunidade de se pronunciar sobre este acordo, numas eleições particularmente importantes para o Brasil e para o mundo.

A Plataforma TROCA apela à participação de todos os cidadãos brasileiros no acto eleitoral que se avizinha, tendo também em conta esta questão – as posições dos candidatos sobre este assunto e outros de política externa são sumariamente descritas aqui – entre muitas outras, verdadeiramente essenciais, e onde também se joga o futuro da Humanidade (#EleNão).