“A Bayer é um dos maiores produtores de produtos químicos agrícolas, fertilizantes e pesticidas. E a Monsanto é um dos principais produtores de plantas geneticamente modificadas.  Juntas, essas empresas podem determinar totalmente o que os agricultores colocam nos seus campos, os pesticidas que usam, o que compramos nas lojas e, finalmente, o que comemos!”

A fusão concretizou-se apesar de todos as solicitações, pressões e petição dirigida à Comissária para a Concorrência, Margrethe Vestager, levadas a cabo por organizações da sociedade civil e por cidadãos individualmente, de toda a UE, desde de que se teve conhecimento da intenção desta fusão. A CE como já é sua habitual estratégia, negociou a portas fechadas e acabou por privilegiar o agro-negócio em detrimento dos agricultores, o que resultará numa catástrofe para a saúde dos cidadãos, para os insectos, as abelhas e os pássaros e para a biodiversidade europeia no geral.

A mesma, Margrethe Vestager, já tinha aprovado as incorporações Dow Chemical /DuPont e ChemChina/Sygnenta, o que beneficia fundamentalmente o agro-negócio,  implica “uma mudança de poder dos pequenos e médios agricultores para as grandes corporações multinacionais”, e constitui uma ameaça à biodiversidade do planeta.

 

As empresas envolvidas têm sido proponentes dos acordos “corporativos” de comércio e investimento contra os quais a Plataforma TROCA tem lutado, e que representam ameaças graves para o planeta e para as pessoas. Por outro lado, a concentração de poder e riqueza num cada vez menor número de entidades económicas é uma das várias ameaças que a Plataforma TROCA identifica neste tipo de tratados.

Fique a saber mais sobre a importância desta luta: