O acordo de livre-comércio entre a União Europeia(UE) e Canadá  (CETA) irá destruir empregos e deve ser rejeitado, concluiu esta Quinta feira a Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais (EMPL) do Parlamento Europeu.

A UE e o Canadá assinaram o CETA em Outubro, mas só após as hesitações da Áustria e outros países e com a oposição de uma região da Bélgica. O CETA precisa do apoio do Parlamento Europeu e espera-se que a respectiva votação ocorra em Fevereiro de 2017.

O processo de votação do CETA no Parlamento Europeu envolve a sua análise por parte das comissões especializadas que compõem o Parlamento Europeu .

A comissão do Comércio Internacional (INTA)  do Parlamento Europeu é a entidade responsável por acompanhar o processo de negociação e votação do CETA, mas antes de votar em Janeiro, as outras comissões poderão dar o seu parecer sobre o CETA.

As comissões do Ambiente (ENVI) e a dos Negócios Estrangeiros (AFET) também deverão avançar com pareceres, esperando-se que o da última seja favorável.

Esta Quinta feira ( dia 8 Dezembro) a Comissão do emprego e dos assuntos sociais (EMPL)  votou um relatório de análise do CETA (27 a favor e  24 votos contra) que refere que o Parlamento Europeu não deveria aprovar o acordo, salientando que os estudos efectuados demonstram a perda de 204.000 empregos na UE caso o CETA entre em vigor.

O CETA procura apoios na Europa, cerca de 2 anos após os dois lados chegarem a acordo. Mesmo depois do voto do  Parlamento Europeu o CETA entrará em vigor provisoriamente, provavelmente na forma de remoção de tarifas alfandegárias, pois precisa ainda de ser ratificado pelos 28 Estados Membros.

O principal foco dos protestos contra o CETA é o seu sistema de protecção de investimentos de empresas estrangeiras através da criação de tribunais especiais, cujos litígios decorrem fora dos tribunais nacionais regulares.