Nos passados dias 16 e 17 de Junho, a Festa da Diversidade trouxe ao encontro, na Ribeira das Naus (Lisboa), os vários saberes, sabores e sons do mundo, com dignidade, respeito e igualdade.

A Festa da Diversidade procura saber os outros saberes do mundo, saborear os outros sabores do mundo, conhecer e sentir as outras sonoridades do mundo. Mais do que celebrar a diversidade, a Festa da Diversidade propõe contribuir para o diálogo intercultural que permita, para além de reconhecer e aceitar a diferença, vivência-la e praticá-la com respeito.

Esta edição foi precedida por um ciclo de debates sobre um vasto leque de temas relacionados com a problemática do racismo e da das desigualdades e desenrolou-se sob as bandeiras da regularização dos imigrantes, da alteração da lei da nacionalidade, do direito de votos dos imigrantes e da recolha de dados étnico-raciais. Como já vem sendo tradição, a Marcha do Orgulho LGBTI de Lisboa terminou na Ribeira das Naus, onde teve lugar o evento.

A Plataforma TROCA foi um dos colectivos integrados na organização da Festa. A relação entre a forma como a política comercial vem sendo conduzida nos últimos anos e problemas de discriminação racial (inclusivamente desrespeito pelos Direitos Humanos de populações de origem africana), racismo e xenofobia é reconhecida por várias associações portuguesas empenhadas na luta contra estes problemas, tais como o Moinho da Juventude, Solidariedade Imigrante e SOS-Racismo, além de várias associações internacionais.

A TROCA distribuiu alguns panfletos sobre o MIC e sobre o JEFTA, não só entre os presentes na festa, mas principalmente entre as pessoas nas imediações. O nível de desconhecimento generalizado sobre estas questões não foi surpreendente, mas foi perturbador.